Quem somos

História do sindicato

A história do movimento sindical dos Arquitetos e Urbanistas do Rio Grande do Norte se confunde com a história da própria Federação Nacional de Arquitetos e Urbanistas (FNA), fundada em 1979. A partir da criação do curso de graduação em Arquitetura e Urbanismo na Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), em 1974, surge um movimento organizado de seus estudantes, que estavam atentos às lutas e anseios das Entidades Nacionais, tanto nas discussões sobre arquitetura e urbanismo, quanto na defesa da valorização da atuação profissional em suas diferentes formas de inserção no mercado de trabalho.


Em 1979, forma-se a primeira turma do Curso de Arquitetura e Urbanismo do estado e arquitetas como Marta Santa Cruz Pordeus Chaves, Amadja Henrique Borges, Josenita Araújo da Costa Dantas, Adriana Maria Soares Cunha Torquato, Maria Goretti de Lucena (in memoriam), e arquitetos como Carlos Alberto Alves de Asevedo e tantos outros, engajam-se nos movimentos sociais e na luta sindical da categoria. A FNA, que sempre buscou apoiar as iniciativas estaduais como forma de ampliar a atuação da organização sindical no território brasileiro, abraçou o movimento norte-rio-grandense. Assim, na década de 1980, formaliza-se a primeira Associação Profissional dos Arquitetos do Rio Grande do Norte (APAN), que viria a se tornar o Sindicato dos Arquitetos do Rio Grande do Norte (Sinarq-RN), através de Carta Sindical em 1987.


Contudo, passada a efervescência do período da constituinte, a década de 1990 inaugurou o esvaziamento da entidade sindical. A FNA, a fim de apoiar e manter atuantes as de lutas dos arquitetos no RN encontra nas diretorias regionais uma alternativa para manter sua representatividade perante os arquitetos do RN por vários anos, enquanto o Sinarq-RN permaneceu inativo.



 

Somente em meados de 2008 o arquiteto André Souza inicia a retomada das atividades do Sindicato, novamente contando com o auxílio da FNA e do IAB-RN. A realização do Fórum Internacional de Arquitetura de Natal, neste mesmo ano, também contribuiu para a mobilização e engajamento dos profissionais e estudantes do estado, abrindo lugar ao debate sobre a formação e atuação do arquiteto e urbanista e servindo de plataforma para a retomada das atividades do Sinarq-RN. Já em 2010 o Sindicato renasce através da gestão encabeçada pelos arquitetos Fabrício Amorim e Vinícius Galindo, cuja atuação foi marcada pelo apoio à categoria em duas greves, contra as Prefeituras Municipais de Parnamirim e de Natal. Desde então, a atuação do Sinarq-RN apenas cresce e, em abril de 2014, foi uma assembleia elege uma nova diretoria e aprova o estatuto da entidade. No mês de agosto desse mesmo ano o sindicato efetivou, pela primeira vez em sua história, seu registro oficial em cartório. Esta diretoria, composta em sua maioria por jovens arquitetos, seguiu até 2017, quando a gestão atual foi eleita e finaliza sua atuação em 2020.

Atualmente o Sindicato tem uma diretoria preocupada com a luta pela democratização e valorização da atuação profissional da categoria, que tem um papel como social essencial no desenvolvimento de uma cidade socialmente justa e ecologicamente equilibrada. Como ações estratégicas neste sentido, o Sindicato pautou em parceria com o CAU-RN, em 2017, a realização de um evento teórico-prático acerca da Lei de Assistência Técnica à Habitação de Interesse Social (LATHIS) e das suas possibilidades de operacionalização junto aos municípios, recebendo contribuições de técnicos de atuação local e nacionais. Além disso, tem participado do processo de revisão do Plano Diretor de Natal, contribuindo para o enfrentamento do desmonte dos pactos sociais e ambientais, conduzido por um processo autoritário e uma gestão comprometida com os valores e interesses do mercado especulativo-imobiliário, em detrimento da escuta popular. Por fim, o Sinarq-RN ainda colabora com grupos, movimentos e coletivos ativistas das pautas urbanas como existe Reis Magos, Fórum Direito à Cidade e Salve Natal.